terça-feira, 15 de maio de 2012

Birra



...envio uma mensagem ao Gabriel. Ainda não sei muito bem o que falar com ele, o que decidir em relação a nós os dois, mas aguardo resposta...que não chega. Envio outra mensagem, e outra e mais outra.
Irrita-me tanto quando não me responde de imediato... (já devia estar habituada), às vezes ele gosta de me irritar propositadamente, diz que fico "uma leoazinha", por vezes até entro na brincadeira dele e passo a enviar mensagem como se ele me respondesse, por vezes tem a sua piada. Mas não me apanhou nos meus melhores dias!
B- (já muito irritada)"Tu tens noção que és muito estúpido comigo, quando me ignoras, não tens?"
No dia seguinte chega a resposta:
G- "Amor meu, eu não te ignoro nem nunca o vou fazer...sabes como gosto de estar contigo, de fazer amor contigo, sabes como eu gosto de ti!...quero muito estar contigo, num sitio só nosso, sem pressas, sem tempo contado..."
Não respondi, estava mesmo furiosa.
Dia seguinte, eis que recebo nova mensagem:
G-"Estou mesmo ao lado da tua casa, vens?"
A verdade é que só vi a mensagem passado 2horas de ela ser enviada( talvez tenha sido melhor assim), mas também depois não me apeteceu responder.
Estou furiosa...
E agora não me apetece mesmo falar com ele, estou a ficar cansada desta relação, de tudo, de não podermos ter um sitio só nosso( nisto eu concordo com ele)...

Por vezes dou por mim a pensar no que ele estará a fazer nesse momento, começo a imagina-lo com a mulher dele, começo a ficar chateada e inquieta com o que imagino...e isso não é o que eu quero, nem o que esperava desta relação...não estou a conseguir controlar os meus pensamentos...
Socorro!... Eu não quero tornar-me possessiva...não, não e não!
Aguardemos para ver no que isto vai dar...


sexta-feira, 11 de maio de 2012

"Eu sou a outra"


Ultimamente...ando tão amarga :'(




Eu Sou A Outra Maria Bethânia

Ele é casado e eu sou a outra,
Na vida dele,
Que vive qual uma brasa,
Por lhe faltar
Tudo em casa.

Ele é casado e eu sou a outra,
Que o mundo difama,
Que a vida, ingrata, maltrata,
E, sem dó, cobre de lama.

Quem me condena,como se condena
Uma mulher perdida,
Só me vê na vida dele,
Mas não o vê, na minha vida.

Não tenho lar, trago o coração ferido,
Mas tenho muito mais classe,
Do que quem não soube, prender o marido.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Já nem sei


Esta tudo ao contrario na minha vida... ou serei eu que vejo tudo mal...ou que não entendo nada, quer dizer que não me entendo.
Tenho um casamento, no qual eu não me sinto feliz, mas no entanto não sinto força nem coragem de me desfazer dele...
Tenho uma paixão (ou não) pelo Gabriel, que me faz sentir bem, faz-me sentir feliz, mulher, desejada, especial como à muito tempo eu não me sentia... mas esta relação não é, nem de longe nem de perto, o que eu queria para mim. 
É muito bom quando estamos juntos, mas esses momentos são tão escassos, que não sei se isso é assim tão bom como ás vezes me parece... tem me surgido tantas duvidas...tantas incertezas... e embora eu saiba que NUNCA vamos ter uma relação normal, embora eu tenha aceite e concordado com este tipo de relação...hoje penso se realmente valera a pena viver assim... NÃO! Eu preciso de MAIS! Eu mereço MUITO MAIS!
Ultimamente tenho pensado seriamente em ter uma conversa com o Gabriel e dizer que para mim acabou, basta, chega de mendigar carinho...não estou a conseguir gerir esta situação, de ter e não ter... na verdade, é mais, não ter do que ter! Para mim não chega, é muito pouco. Sinto-me só, estou a sufocar, sinto o meu coração apertadinho... Tenho que dar um jeito, quero mesmo acabar...
...e sinto medo. Medo de o perder para sempre, de perder tudo, mesmo sendo tão pouco. Medo de sentir o vazio de não saber que ele esta do outro lado, medo de lhe enviar uma mensagem e ele não responder, de ligar-lhe e ele não me atender, medo de nunca mais o ver, de nunca mais falar ou estar com ele, medo de não suportar a sua ausência. A ideia de não mais sentir aquele rosto a roçar no meu...as mãos meigas a percorrer o meu corpo, aquele respirar ofegante junto ao meu ouvido, o cheiro do seu corpo e a vontade de me possuir...
Não sou capaz, não sei se serei capaz...
Não sei se é a vida que é complicada ou se sou eu que a complico...
Queria tanto ser mais corajosa para tomar determinadas atitudes... para seguir em frente...
Estou confusa! Estou triste comigo!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Identifico-me



Em tempos encontrei este texto lindíssimo na net, não sei quem é o autor, mas poderia muito bem ter sido escrito por mim... guardei, hoje vou partilhar, porque é assim que me sinto.

"Rio-me. Choro. Fico um pouco histérica. Acalmo-me. Esqueço tudo o que alguma vez aconteceu. Penso em tudo aquilo que já aconteceu vezes sem conta. Observo-me ao espelho. Apetece-me partir o espelho. Dispo a roupa e começo a dançar. Dispo a minha roupa e atiro-a para o chão. Ponho tudo de pernas para o ar. Deixo tudo onde esta para que outra pessoa arrume. Apercebo-me de que afinal de contas sou sempre eu que arrumo tudo. Canto muito bem. Canto mal. Como coisas que não devia comer. Dobro-me e observo os meus músculos. Deixo de me dobrar e reparo nas minhas cicatrizes. Gostaria de saber como é que ficaria se fosse loira. Gostaria de saber como é que ficaria se fosse ruiva. Gostaria de saber como é que ficaria se fosse velha. Pinto-me como nunca o faria se fosse para a rua. Experimento roupas que nunca vestiria em publico. Olho para os meus seios. Imagino-os maiores, mais pequenos, mais redondos, mais firmes, menos firmes, mais bonitos, mais feios. Aceito os meus seios tal como são. Escondo-me. Respondo às pessoas e ganho. Tenho fantasias em que a estrela sou eu. Estico a pele da minha cara e imagino-me sem rugas. Pergunto-me se deveria fazer uma operação plástica. Esqueço a operação plástica. Penso em algo muito mais barato. Grito comigo própria. Perdoo-me. Ensaio aquilo que irei dizer amanha. Aumento o volume do radio para não ouvir nada. Abro a torneira da agua para não ouvir o radio. Perco-me. Imagino-me numa ilha deserta. Mas com outras pessoas muito atraentes. Rezo. Procuro os meus defeitos. Aceito esses defeitos e procuro outros. Faço caretas ao espelho. Vejo como é que fico com ar de sedutora, amuada, de zangada, de surpreendida, de chocada, de impressionada, absorta! Tiro a minha aliança, olho para mim nua. Olho para mim e gosto do que vejo.
EU!!!"

sexta-feira, 6 de abril de 2012

6 de Abril


Era uma vez uma menina que a cada dia 6 de Abril se sentia uma linda princesa...
...agora não :(

domingo, 1 de abril de 2012

És viciante


Não é novidade que me fazes bem.
Já me apetece estar contigo de novo.
NÃO, desta vez, não vou deixar passar tanto tempo sem te ver.
Sinto-me tão bem perto de ti!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Nada muda

Impressionante...8 meses sem nos vermos!

"B.-Quando nos vemos?
G.-Pode ser agora?
B.-Sim, claro que pode.
G.-Tenho tantas saudades...
B.-Também eu...estou com uma vontade de ti...
G.-Nem digas isso que já me pões doido...
     ..."

No sitio do costume...cheguei e já me esperavas.
Nem estava a acreditar que finalmente estaríamos juntos. 
Dirigi-me para o teu carro, abri a porta e la estavas tu com o mesmo sorriso lindo de sempre. Enlouqueces-me só com esse olhar, não consigo resistir, o desejo é mais forte que qualquer razão... e já não consigo pensar em mais nada que não seja ter-te nos meus braços, sentir a tua boca a sufocar-me, o teu abraço a envolver o meu corpo que pede que me possuas, que me tomes como tua, que me ames e me enlouqueças de prazer...

"G.-Bruna, amor meu, continua a ser como da primeira vez!
B.-Sim, eu sei...
G.-...com a diferença que existe este sentimento que não queremos aceitar...
B.-Não vamos falar disso...
G.-Pois, concordo, melhor assim. Mas não podemos estar tanto tempo sem nos vermos Bruna, não da mesmo.
B.-Certo..."


Verdade, tenho andado com a minha cabeça cheia de sonhos e fantasias...poderia ser tudo tão diferente!...
Já estou ansiosa por voltar a encontrar-te...e ontem as tuas mensagens...que louco!!!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Radiante


Foi, sem duvida, o nosso momento...
É tão bom quando estamos juntos...
Pudéssemos nós parar o relógio...
Ai, Gabriel...
Somos tão loucos!