terça-feira, 17 de julho de 2012

Rumos!


Já disse aqui que não acredito em FELICIDADE, apenas sei que existem momentos felizes e outros não. Eu já tive momentos felizes sim, e muitos, posso ate dizer que tive mais momentos felizes do que infelizes com toda a certeza.
Namorei sete anos com o meu marido, inicialmente eu tinha catorze e ele dezanove anos e o nosso casamento foi bem planeado e muito desejado por nós e pela família de ambas as partes. Nascemos na mesma rua, e permanecemos lá ate casarmos.
É verdade que nos amávamos muito, vivemos muitos momentos de felicidade e o casamento era algo que só vinha completar a nossa alegria.
Passados cinco meses de casarmos, engravidei, foi um filho planeado e muito esperado, estava tudo perfeito na minha vida. Nesse momento dizia que não poderia ser mais feliz. Era tudo como eu tinha imaginado, alias era mais do que eu tinha imaginado.
Sentia-me muito feliz, o casamento corria as mil maravilhas, estar gravida foi o melhor que me poderia acontecer, tive uma gravidez saudável e cheia de harmonia, com tudo de bom que uma gravida possa experimentar. 
Quando o meu bebe tinha dezoito meses...
Perdi o rumo, perdi a minha avo ( num outro post falarei sobre isso).
Conclusão, perdi parte de mim, e o que me manteve viva foi mesmo o meu filho, era por ele que eu vivia. Só por ele.
Hoje sei, que inconscientemente, nessa altura morreu também o meu sonho e o meu desejo de me manter feliz...afastei-me do meu marido...simplesmente porque não me permitia ser feliz, não me achava no direito de ser feliz. Por isso, sei que numa grande parte, a culpa é minha pelo fracasso do meu casamento. Sei que o meu marido também teve a sua parte de culpa, talvez por não conseguir ver que eu não estava bem , talvez por não ter conseguido dar-me o apoio que na altura eu precisava... Talvez por não ter sido capaz de identificar que eu estava com uma depressão e que precisa de ajuda, da ajuda dele que era fundamental...
E assim fomos vivendo, cada vez mais afastados um do outro. Já nessa altura, só vivíamos para o nosso filho. Já quase não existia casamento. Eu sentia-me muito só...o meu filho tinha agora cinco anos, era uma criança com muito amor, muito mimada por nós, pai e filho eram muito próximos e eu sentia-me feliz por isso obviamente. Mas precisava de mais, sentia um vazio enorme dentro de mim...
Um dia decidi que não me apetecia mais tomar a pílula, por diversos motivos. Primeiro, porque eu e o meu marido tínhamos, nessa altura, uma vida sexual muito pouco activa (por minha culpa eu sei...) segundo, esquecia-me frequentemente de a tomar, e em terceiro, se engravidasse, era algo que eu desejava muito, embora nunca o tenha confessado ao meu marido, pois nessa altura o casamento já não era a maravilha que deveria ser.
Passados dois meses engravidei...
Adorei estar novamente gravida. Não senti muito apoio da parte do meu marido, uma vez que já nos falávamos muito pouco, mas foi uma gravidez muito minha, sentia que este filho me pertencia muito, porque todas as emoções próprias de uma gravida foram sentidas por mim e partilhadas também comigo mesma, sem as dividir com o progenitor.
Quando o bebe o meu marido estava super feliz com o bebe e com o nosso outro filho. Quando cheguei do bloco operatório, ele já estava com o bebe no colo e o meu outro filho junto deles. Ouvi-o dizer para o meu filho mais velho com seis anos na altura. " Filho diz à mãe que o mano é lindo, é igual a ti" 
O meu filho aproximou se da cama e deu-me um beijo e abraçou-se a mim. Nunca me esqueço disse, soube tão bem...e também não me esqueço que o meu marido não falou nada comigo, não me disse nada, simplesmente ignorou-me (essa é uma das pequenas coisas que fazem com que o casamento se vá perdendo) Claro que isso doeu-me, claro que fiquei sentida com essa atitude...mas passou, apenas ficou a dor guardada comigo.
Tal como o irmão foi um bebe muito amado, o pai adorava aquela criança sem duvida...
Quando tinha dois anos, foi internado de urgência no Hospital Maria Pia para ser submetida a uma cirurgia de urgência ( num outro post falarei disso também). 
Sai do hospital dois meses depois com uma depressão ou talvez com a mesma, que nunca chegou a ser tratada. Andei em tratamento durante um ano e meio e finalmente voltei a sorrir, a viver. O meu marido nunca soube disso.

Os meus filhos são dois miúdos saudáveis, felizes e muito amados pelos pais.
Os meus filhos são a coisa mais importante da minha vida!

sábado, 14 de julho de 2012

Não sei que chamar a isto


11 Julho


Ontem e hoje as mensagens não param, e desta vez foi ele que começou...mas confesso, eu sou provocadora :)...adoro provoca-lo!...
É tarde, muito tarde...
B-"...desisto."

G-" Não desistas, já saio de casa. Posso? Vens ter comigo agora?"
B-" Não demoras?"
G-"Já estou a caminho, anda Bruna"

Saio de casa apressada, são 00.50h e sinto o coração aos pulos, só que desta vez, é mesmo com receio de me cruzar com o meu marido.
Vejo o carro do Gabriel a aproximar-se (verdade que foi muito rápido) e entro, ainda com os batimentos cardíacos acelerados, mas aliviada por já estar dentro do carro.
Recebo um beijo que não tem fim...ele abraça-me.

G-" Amor, tens tempo?"
B-" Não Gabriel, já é muito tarde..."
G-" Eu sei, só consegui sair agora, hoje cheguei muito tarde do trabalho, mas queria mesmo estar contigo. Eu queria estar contigo mais vezes e que tu pudesses estar mais tempo comigo...mas sabes como é o meu trabalho...tu sabes, já conheces a empresa..."
B-" Sei...eu também queria..."

Neste momento ele coloca as suas mãos no meu rosto, e com o polegar contorna os meus lábios, olha-me nos olhos...e cala-me com um beijo quente e apaixonado.
G-"Como é possível que depois destes anos, ainda me deixes neste estado?!"
Fico em silencio, e ele continua.
G-" Bruna, apetece-me estar sempre contigo, estou apanhadinho..."
B-" Não era para ser assim Gabriel..."
G-" Eu sei amor, mas tu enlouqueces-me"
 As suas mãos ágeis percorrem-me o corpo como se o tocassem pela primeira vez, como se o tentassem descobrir. Sinto a sua boca colar-se à minha e enlouquecemos juntos...
G-" Bruna, amor, gosto tanto de ti..."
B-"...isto esta a ficar perigoso, não esta?"
G-"Olha, nem vamos pensar mais nisto! É melhor."

Juro que não sei que chamar a este envolvimento, ou se calhar sei, mas não quero admiti-lo, tenho medo...e gosto tanto dele, sinto-me tão bem quando ele esta comigo.
Tenho medo sim, porque começo a quero-lo mais vezes, porque penso nele ao acordar e vou dormir com ele no meu pensamento. Porque já começo a imaginar como seria se vivêssemos juntos...se caminhássemos abraçados pelas ruas, se nos beijássemos durante o dia sempre que tivéssemos vontade, se sentisse os seus abraços todas as noites na minha cama...
Socorro! Alguém que me diga o que é que se esta a passar comigo...

NÃO BRUNA!
Não pode ser!



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Quase a desistir


Hoje estou de folga!
Faço sempre tantos planos para os meus dias de folga e depois...só penso em estar com o Gabriel!
Queria mesmo estar com ele, tê-lo em meus braços, ficar assim por um longo período de tempo, sem pensar em nada, sem dizer coisa alguma, sem culpa, sem pressa...só senti-lo. Sentir o seu corpo quente colado no meu, sentir a sua pele, o seu cheiro...

É tão estúpido isto que estamos a viver, é o ter e não ter, o ser e não ser...Faz-me muita confusão não saber o que chamar a isto, não saber o que somos um para o outro...o que somos nós?

Sim, quero estar com ele, hoje.
Ultimamente sempre que nos encontramos a conversa repete-se..."...temos que arranjar um sitio onde possamos estar mais à vontade com mais tempo para nós, assim não dá..." Não esta fácil! Eu sei que ele tem razão, também já começo a ficar farta de toda esta situação, parecemos dois adolescentes a "curtir" dentro de um carro... e por mais que a gente converse e tente arranjar solução, não chegamos nunca, a nenhuma conclusão.
Agora quero estar com ele, e sei que vou andar todo o dia nesta expectativa, e depois não vou poder encontra-lo, e vou ficar triste, magoada, irritada, possessa...

Mas que raio de vida a minha, se ainda ao menos pudesse esquece-lo...
Não era para ser assim...era para me fazer sentir feliz, era para ser bom... 
Não há volta a dar, continuamos assim! Ate o dia em que ambos nos cansemos de vez!

E vai ser assim a minha folga...criar esperanças...e não acontecer nada!


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Tão sozinha


Sinto-me tão só...
Preciso de carinho, de força, de um abraço amigo...
Preciso de amor, de compreensão, de alguém que me diga que a minha existência faz sentido!
Preciso despir-me desta armadura de pesada que vesti para parecer forte, insensível e fria...
Preciso de alguém que me cuide, me proteja, me faça sentir bem comigo mesma...
Preciso de me amar, de me valorizar...
Preciso tanto de uma palavra, um gesto, um sorriso...

Alguém que me diga que sou importante, que sente a minha falta.
Alguém que me abrace...e me cuide!
Sinto-me fraca, vazia...


...e tu Gabriel...não podes ser esse alguém! :´(

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ele é assim



...e não esperei.enviei-lhe uma mensagem:
B-"...um dia ainda te vou esquecer, PROMETO, mas hoje não, ainda não!"
Resposta imediata:
G-"Eu também prometo que NÃO te vou esquecer amor"
Grrrrrrrrr.......


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Um dia!...eu prometo...


Só penso nele, mas o que é isto?! Tas parvinha Bruna?!
Não era previsto estar assim...SOCORRO(acho que estou a apaixonar-me).
Não posso...Volto a estar confusa, eu sei que não vamos ter nenhum final feliz, mas continuar assim esta a dar comigo em doida, esta a alterar o meu humor, o meu estado de espirito, o meu bem estar...
Quero muito estar com o Gabriel, mas não o quero para sempre em minha vida, o que eu quero dizer é que, não o quero a viver comigo todos os dias...acho que o que eu queria mesmo era ser livre (libertar-me do meu casamento) e assim poder estar com o Gabriel sempre que nos apetecesse, deste jeito esta a ser muito complicado, e cada dia que passa sinto mais necessidade de o sentir, de me sentir nos seus braços...
Sinto-me presa...sinto-me frágil.

Não me considero "casada", porque para mim um casamento vai muito além de um papel assinado, por isso não considero que esteja a trair o meu marido, uma vez que nós já não temos uma vida comum de casal (apenas vivemos na mesma casa) nem tema de conversa temos (apenas acerca dos nossos filhos)...porque me hei-de considerar casada só porque um dia acordamos sê-lo?...mas afinal esse compromisso já foi encerrado por nós dois há muito tempo...só não o verbalizamos...
No entanto, aos olhos da sociedade, nós somos casados...e isso implica determinadas atitudes e comportamentos, e isso esta a dar comigo em doida, este peso, que bem la no fundo eu carrego, esta culpa que me inquieta...ESTOU FARTA DE FINGIR QUE ESTA TUDO BEM COMIGO, COM ELE CONOSCO, COM O NOSSO CASAMENTO!...

Preciso me sentir amada! Preciso me sentir nos braços do Gabriel!
Sendo verdadeiro ou não o que o Gabriel sente por mim...sinto-me bem, muito bem nos braços dele!
Sinto-me (a menina dele) exatamente como ele diz quando me abraça " Vais ser sempre a minha menina" e é tão bom ouvi-lo dize-lo (embora eu duvide sempre das suas palavras).

A vida é tão complicada :(

Que vontade de estar agora nos seus braços!

Mas um dia eu vou esquece-lo (PROMETO)

terça-feira, 26 de junho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Esquecer-te? Como?


Sábado, dia 16

Estou prestes a sair do trabalho, são 23.58h, eis que surge uma mensagem:
G-"E hoje, tens tempo?"
Surpresa mesmo...estranho. Afinal ele não se manteve em silencio...quer estar comigo...mas achei aquela mensagem tão fria...será que ele esta chateado e quer falar comigo, talvez seja hoje que vamos dar um rumo a esta "aventura" que não nos esta a levar a lugar nenhum, talvez ele tenha percebido que chegou o fim e não da mais para continuar nesta incerteza de coisa alguma...
B-"E seria a que horas?"
G-"Quando quiseres...
B-"Ok, daqui a meia hora.
G-"Certo"
Mas que mensagens tão...nem sei.

Sitio habitual, hora marcada, lá estava ele dentro do carro à minha espera. Dirigi-me com passos lentos, o coração com batimentos profundos, um friozinho no estômago...não sabia muito bem o que se ia passar...
Entrei no carro, o Gabriel estava com um ar serio no rosto...abriu um leve sorriso, abraçou-me intensamente ao mesmo tempo, disse." Que saudades de ti amor" e ficamos assim abraçados como se o tempo não estivesse a passar por nos...pegou-me no rosto com as duas mãos, beijou-me como se fosse a ultima vez que o fazia...

Sabíamos que tínhamos de sair dali...
G-"Como correu o teu dia hoje?"
B-"Bem...e o teu trabalho, já terminou?!"
G-"...terminou à pouco...o baptizado da minha filha."
Juro que fiquei incrédula, o baptizado da filha? Ele veio ter comigo no dia do baptizado da filha?!
B-" Estas a brincar comigo, não estas?!"
G-" Não, estou a falar a serio, hoje foi o baptizado dela...mas eu tinha que te ver, tinha que estar contigo..."

Parou o carro, virou-se de forma a ficar de frente para mim, pegou-me delicadamente no rosto, olhou-me nos olhos:
G-"Bruna, tu sabes que eu gosto de ti, gosto mesmo muito, tu sabes, não sabes?"
Baixei os olhos, abracei-o...
G-" Diz-me que sabes"
Ainda abraçados, respondi:
B-"Às vezes tenho duvidas..."
Voltou a olhar-me:
G-" Duvidas Bruna?...Vais ser sempre a minha menina...sempre!"
E beijamos-nos como dois apaixonados...
G-"Amor, não me faças dizer aquilo que eu não quero, que não posso, que não devo dizer-te...tu sabes."
B-"Sim Gabriel, eu sei".

G-"Fica comigo toda a noite, podes amor?..."
...





E agora?!...



Agora...
Já sei o que vai acontecer...o Gabriel vai ficar em silencio...e eu...vou deixa-lo em silencio também. Acho que ambos precisamos de reflectir. Eu preciso de reflectir, talvez aproveite este nosso silencio para tentar esquece-lo...
Eu tenho que perceber que esta relação não me esta a dar nada...só incertezas. Raramente estou com o Gabriel e quando estamos juntos é sempre com o tempo contado...isto não é nada!...
Sinto saudades dele, quero estar com ele, fico inquieta, insegura, um turbilhão de sentimentos dentro de mim.
Não! Não quero que isto continue...
E ele? O que será que ele pretende? Sexo?...Passar uns bons momentos comigo?
Não sei nada!!!


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Estou fora!



Sexta-feira, 15 de Junho

Estou prestes a entrar ao serviço, são 14.45 e assim sem motivo nenhum, lembro-me do Gabriel, e num impulso, envio uma mensagem para saber se esta tudo bem com ele...resposta imediata:" Para além da vontade de estar contigo, esta tudo bem amor e contigo?"

Não sei porque ando tão irritada, o que é que ele tem de me chamar "amor" ? não podia simplesmente responder sim ou não? Pois, eu sei, ando a irritar-me por tudo e por nada, eu sei, estou a ser parva...
Esquecendo isso, sei que esta tudo bem com ele, entro para o trabalho e nem penso mais no assunto.

Chego a casa por volta das 00.20, tomo um duche, como qualquer coisa e vou ate ao computador onde o tempo voa... os miúdos dormem, o marido ainda esta a trabalhar...e eu aqui...sou interrompida pelo aviso de mensagem no telemóvel...são 2h!
G-"Queres sair amor?
B-"É muito tarde para mim" Fds como é que ele é capaz de me perguntar se quero sair a uma hora destas, só pode estar a brincar comigo...que irritante, começo a ficar mesmo saturada...
G-"Dass"
B-"Não percebi!"
G-"QUERIA MUITO ESTAR CONTIGO"
B-"Juro que às vezes não te entendo..." Ainda muito irritada.
G-"Entende que nem sempre é como eu quero...é como posso"
B-"Pois...esta a ser difícil...para ti, para mim, para os dois..." A sério, neste momento já não me esta a apetecer nada ter esta conversa.
G-" Anda amor, a sério"
B-"Não posso, é melhor ficarmos assim..." Agora eu espero que ele pare...alias, espero que ele entenda que não quero sequer que volte a falar-me, preciso de tempo, de pensar...
G-"Anda Bruna"
Desisto! Não vou voltar a repetir...não vou mesmo! Nem respondo...estou chateada com ele, comigo, com toda esta situação...com toda esta impotência...com o querer e não poder...para ser a esta hora, melhor nem tivesse dito nada...
G-"Please...não sei quando vou ter outra oportunidade de te ver..." E se ele não para de enviar mensagens, vou parar eu.
G-"Vá lá, arranja maneira...só uns minutos para te ver."
G-"Anda Bruna"
G-"Não vens, pois não?"
Já eram 2.45h, estava a ver que não desistia...

Fui tentar dormir, dia seguinte seria complicado, levantar às 7h para serviço de voluntariado na emergência ate as 13.30 e depois do almoço entrar ao serviço as 15h para sair as 24h...bom, ia ser um sábado 
atarefado...
Nem vou pensar em mais nada, acabou...estou chateada e provavelmente ele também deve estar, espero que tenha percebido o meu desinteresse, o facto de eu lhe ter dito que era melhor ficarmos assim, espero que tenha mesmo entendido que é melhor pararmos...