quarta-feira, 16 de abril de 2014

Tenho que resistir


Logo pela manha:
"G-Estas em casa? Preciso de te dar um beijo..."
Vejo a mensagem e não respondo.

Durante a tarde:
"G-Bruna, só um beijo, vá la...
B-Amigo, não provoques...
G-Só um beijo agora, para veres como estou carente.
B-Sério!?
G-Sim amor.
B-Não costumo andar aos beijos com os meus amigos.
G-Comigo andas.
B-Ando!? Não me lembro...isso vai à quanto tempo mesmo?"

Ficamos assim...
Sinceramente, acho que ele já percebeu que me perdeu...



Não parei de pensar nele...
Esperei que voltasse a ligar...
Ele mexe comigo...
Não quero estar com ele...
Mas sei que preciso dele...
Não posso!...

Prefiro a certeza de não o ter, que a incerteza de o ter...sem duvida!


terça-feira, 15 de abril de 2014

Não me tentes...


E eu nem acredito...agora até me ligas?!...mas não era só por mensagens que nos comunicávamos?!
Pois...deixo o telemóvel tocar. Até tem uma musica agradável. Toca...toca...toca...
Não me apetece sequer atender.

"- Não me tentes.
- Eu queria...meu amor"

Grrrrr.......mas que raiva.......

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Sinto-me bem assim


Muito resumidamente...
Cansei do Gabriel, cansei daquela situação que já não me estava a fazer muito bem.
Um dia, assim sem mais, enviei-lhe uma mensagem mais ou menos deste género:
" Não é uma decisão fácil nem impensada, mas é a melhor decisão. Sabíamos que o dia chegaria. Chegou Gabriel. Sem stresses, sem mágoas, na boa."
Ele não respondeu...Provavelmente devia pensar que eu não estaria a falar a serio, não sei.
Muito exporadicamente enviamos umas mensagens cordiais...nada de especial. Na verdade, também já tenho ignorado algumas...

Ontem, ele, que é um desligado dessas coisas...
"Parabéns meu amor...tenho saudades tuas..."

Ahahah até me ri. Não lhe respondi, provavelmente, deveria ter agradecido, mas não me apeteceu fazê-lo. Um dia destes, quem sabe, agradeço.
O bom disto, é que não senti nada de especial, aquela maluqueira das borboletas no estômago, aqueles batimentos eufóricos de ansiedade, aquele desejo de o ouvir...nada. Ri-me!

Pois é, já lá vão oito meses que não o vejo, que não falo com ele, que não o sinto...
Verdade que às vezes dá uma saudade...mas logo passa...


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Às vezes ainda apareces





Claro que me lembro de ti, e não é só às vezes, é muitas vezes.

Sinto falta do teu abraço. Do teu carinho. Do teu colo...

Já está a passar, vai passar...

Está a ser difícil, mas eu aguento ;) 
(acho que sim)

sexta-feira, 14 de março de 2014

Não perturbes a paz que me foi dada



"Agora que o silencio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...

Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada."

Miguel Torga
Imagem: Toni Frissel

quarta-feira, 12 de março de 2014

GOSTO! E não tem nada a ver com isto...



Porquê que decidi ser voluntária?
Por acaso.
Porque já tinha de ser.

Foi por acaso sim.
Pensava como tantas outras pessoas (a maioria), e dizia: "... gostava de ser voluntária para ajudar os outros, mas não tenho tempo pra nada..."

Pois bem, esse tempo foi-me dado, só tive que o aproveitar. E ainda bem que o fiz.
Nunca fui de estar parada (sem trabalho) muito tempo. Preciso de me sentir útil, preciso de me levantar todas as manhas e saber que algo me espera, preciso de ter objectivos e um propósito para viver. Preciso de viver!

Um dia, estando eu na situação de desempregada, arregacei as mangas e todas as manhas o meu objectivo era procurar trabalho. Respondia a anúncios de jornais, entregava currículos em diversas empresas, dirigia-me ao centro de emprego, falava com amigos, recorri a varias juntas de freguesias, centros de formação profissional...sempre ocupada de um lado para o outro. 
Não apareciam respostas de lado nenhum, mas não desisti. Estando eu a percorrer as folhas de jornais e a responder aos anúncios, vi uma solicitação em que recrutavam voluntários para a cruz vermelha portuguesa. Sempre pensei que para ser socorrista teríamos que ter uma formação nessa área e eu não tinha...o que nunca soube foi que eles davam essa formação..."porreiro, disse eu, já que não tenho trabalho, é desta que vou inscrever-me para voluntária, parada é que não posso ficar". 
Tive receio, claro, nunca fui muito segura das minhas capacidades, embora me considere uma pessoa inteligente.
Não foi fácil. Fui a uma entrevista colectiva com cerca de 100 candidatos. De seguida surgiu a entrevista individual com o comandante da Cruz Vermelha e com um psicólogo. Depois reunir todos os documentos necessários, entre eles um registo criminal e um atestado de robustez físico e psicológico. Foi complicado arranjar o atestado, não tinha medico de família e encontrei algumas entraves, pois não arranjava nenhum medico disponível para o passar. Nesta altura, estava prestes a desistir, mas como se diz que quem tem amigos não morre na cadeia...pedi a uma amiga (detesto ter que pedir favores) que trabalha num hospital e ela lá conseguiu que um colega (medico) me fizesse o exame. Porreiro.

Agora vinha a parte mais difícil, a formação. Dei-me conta que já tinha deixado de estudar à 20 anos...ia ser complicado. A formação iniciou em Abril, em Junho arranjei um part-time (através de um amigo) das 18h até às 22h. Entretanto fui chamada para frequentar um curso de formação profissional que iniciava em Setembro. 
Assim sendo, de segunda a sexta feira frequentava o curso das 9h até às 17, de seguida corria para o part-time das 18h às 22h, e a formação na Cruz Vermelha era à sexta feira das 21h às 24h, sábado das 14h às 17h e ao domingo das 9h às 13h. (à sexta-feira saia mais cedo do part-time e compensava as horas sábado de manha). Dá para ver como foi complicado?! Com esforço lá consegui.
Depois de tudo isto...veio o exame final da Cruz Vermelha...juro que nunca me senti tão stressada com um exame. Éramos cerca de 40 socorristas, estivemos na unidade de socorro desde manha. Éramos avaliados em equipa e individualmente pelo formador e por um técnico de Lisboa pertencente à Cruz Vermelha. De manha fizemos o exame teórico, durante a tarde o exame pratico. 
Imaginam a minha ansiedade? O meu grupo era o penúltimo, o exame iniciou às 23h, já tinha visto três colegas serem reprovados... Alivio...Correu bem! Feliz, muito feliz mesmo! Nem conseguia acreditar. É verdade, chorei de tão feliz que estava.

Isto tudo para dizer que adoro ser voluntária, que me dá prazer poder proporcionar momentos menos dolorosos a pessoas que eu não conheço...que adoro poder fazer a diferença num momento em que as pessoas estão tão vulneráveis, num momento em que as pessoas mais precisam de ajuda...Sinto-me bem! 
Quando me perguntam com admiração "...então ganhas mesmo nada? " Respondo com sinceridade: "É claro que ganho.Ganho a satisfação de dever cumprido. Ganho tanto..." A sério, não dá para explicar o que sentimos quando vemos um rosto agradecer-nos com um olhar. Mesmo sabendo que dali a segundos já ninguém se vai lembrar do nosso rosto.

Sou voluntária à mais de cinco anos e quero sê-lo a vida toda (até conseguir ser capaz).
No mês de Fevereiro fui promovida a especialista de emergência principal e recebi uma medalha de mérito, uma dessas que está na imagem, linda não é? Numa cerimónia onde constavam várias individualidades, os nossos familiares e toda a família da Cruz Vermelha da nossa delegação, foi-me entregue pelo meu irmão(que eu fiz questão) a nova insígnia e a medalha. 
Gosto de ser voluntária e não tem nada a ver com isto de receber medalhas...mas foi um momento único, um orgulho ser tripulante de ambulâncias da Cruz Vermelha Portuguesa a maior Instituição Humanitária do mundo.

:)




segunda-feira, 10 de março de 2014

Só a mão, chega!





"Não digas nada, dá-me só a mão. Palavra de honra que não é preciso, dizer nada, a mão chega. Parece-te estranho que a mão chegue, não é, mas chega. Se calhar sou uma pessoa carente. Se calhar nem sequer sou carente, sou só parvo."

António Lobo Antunes


quarta-feira, 5 de março de 2014

Mesmo deste jeito


"Eu adoro o que me deixa inquieta, sair da rotina, dos trilhos, do normal.
Perder o fôlego, a pose, o rumo, o sono, e a paciência.
Tenho preguiça do sossego, ele deixa-me chata, sem sentido...
Quietude somente na alma, o corpo precisa de ouvir os meus vasos sanguíneos e o meu coração pulsar freneticamente todos os dias.
É assim que eu quero! É isso que eu quero para a minha vida!
É assim mesmo. Desse jeito."


Desconheço o autor