quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Tá tudo bem (quase sempre)



Dois anos e meio se passaram...de luta contra o meu pensamento, contra o sentimento, contra a tua imagem que teimava em não me dar sossego! Finalmente consegui! Consegui não te contactar, consegui não te responder às mensagens, consegui dizer-te NÃO e mais importante ainda...consegui não te deixar invadir o meu coração!
Guardei-te cuidadosamente com carinho num recanto de mim...ainda que te ouvisse ecoar, levantava o rosto e seguia em frente sem sequer pôr a hipótese de olhar para trás. 
Assunto resolvido!

"-Amanha vou embora"
Instantaneamente saltaste do recanto que te abrigava e levaste-me para todos os nossos bons momentos...Não pensei em nada, mas um medo invadiu-me, um medo terrível de perda...o medo de já não te ter ali à distancia de uma mensagem...que eu sabia que era o necessário para te ter AQUI, a distancia de uma mensagem que te faria ser MEU de novo.
"-Gostava de me despedir de ti"  (claro que sim, pensei, nunca me/te perdoaria se não o fizesse).
"-Só para nos despedirmos, pode ser?" "-Claro".

Sim, só para nos despedirmos. Estava tudo baralhado dentro de mim...as ideias, os pensamentos, os sentimentos e todas as nossas imagens, tudo misturado. "Amanha vou embora" Uma frase e tudo em mim se desmoronou. ( "amanha" amanha é daqui a poucos minutos...)

Claro que conversamos seriamente...tentamos mais uma vez perceber ISTO que é tão NOSSO, que por muito que a gente queira, parece que não tem fim, da mesma forma que não teve um começo.

(Oh puto giro, continuas igual, o mesmo puto giro de sempre. Nada mudou!)
Olhamo-nos, sorrimos, e o rosto dele aproximou-se do meu...lentamente, como que a pedir permissão para me tocar. Tão bom sentir de novo as nossas bocas unidas...
Cautelosa, afastei-me, não queria deitar tudo a perder, não podia voltar a sentir aquele desassossego...tinha que me manter fria e decidida.
Mas como resistir aquela boca quente que me saboreava cuidadosamente, como resistir aquelas mãos que percorriam o meu corpo como que a tentar guardar cada pedaço de mim, como resistir ao teu corpo que desesperadamente chamava pelo meu... Como resistir ao TEU querer, ao MEU querer... Como?!... Rendi-me a ti! E ali estávamos nós, de novo, de volta, com a mesma paixão, com a mesma loucura, com a mesma intensidade...

Não fizemos planos, nem previsões, nem juras ou promessas. Sentimos cada momento que permanecemos juntos!
"-Bruna, ainda não podemos estar juntos..."
"-Ainda? Mas quem disse que o objetivo seria esse?"
"-Tudo bem, só te vou dizer aquilo que sempre te disse: eu nunca te vou esquecer"

E partiu!
E chorei! 
Doeu!
Mas, tá tudo bem (quase sempre).








segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Em troca de mim


"O momento em que compreendes que procuras alguém com uma asa partida, porque só alguém igual a ti consegue compreender. E o momento em que compreendes que não precisas de procurar alguém igual a ti para cuidares debaixo da tua asa partida, mas sim alguém que cure a tua.
O teu caos cativou-me e prendeu-me a ti. Transformou o meu caos em serenidade ao teu lado.
Compreendes isso?
Pergunto-me se do teu lado seria igual... Se o meu caos conseguia adormecer os teus demónios.
Quero acreditar que sim mas sei que é o meu lado irracional a pensar por mim. Quis ter a capacidade de acalmar o teu caos, de ser essa pessoa para ti! Mas como se luta contra fantasmas?!
É o problema de precisar de um caos para acalmar o meu. Precisar de alguém com uma asa partida para proteger. Agora compreendo que o que preciso é de alguém que me acolha debaixo da sua asa e que me proteja a mim.
Por isso desisti... Aos poucos... De forma tão lenta que não consigo dizer a mim própria quando aconteceu.
Foi um dia.
Um desses dias em que nada acontece, um dia como tantos outros.
Aprendi que não tinha de abrir mão de ti porque...Nunca estiveste na minha mão! Apenas abri mão de um mundo que se criou em pequenos momentos. De memórias traiçoeiras que transformam um tudo, num mundo que na realidade não existe.
Por isso te dei de volta  o meu amor em troca da minha liberdade.
Libertei o meu sonho em troca do meu sorriso.
Devolvi o teu que havia em mim para ter espaço para o meu mundo... Aquele mundo que há muito não vivia!
Devolvi-te o meu tudo em troca de mim.
Porque eu preciso de mim!
Do meu mundo, onde a minha asa partida se irá curar e eu irei voar..."

In
"Um Belo Erro"

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Não consigo pensar em NADA!



Mensagem...Gabriel, outra vez!
O que é que se passa com ele, agora resolveu voltar? Agora?!!!


G-Vou embora amanha.
B-Vais embora?! Como assim?
G-Vou sair do país. 
G-Cansei disto tudo.
G-Estas em casa?
G-Gostava de me despedir de ti.
B-Fico triste que tenha de ser assim...
G-Eu também.
G-Posso te ver ou não?
B-Só pra nos despedirmos, pode ser?
G-Claro.


Pois era, não era?


A Bruna está TRISTE...




quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Tinha que dar um ar da sua graça, a terminar o ano...


Agora mesmo 02:28
O telemóvel deu sinal de mensagem. Só podia ser ele, pensei.

G-Bom Ano pra ti mulher que adoro mas não sei tratar
B-Pra ti também puto giro. Sabes que também te adoro, mas somos complicados...

Aiiii gente...tô carente sim! Achei tão giro  ele dizer que não sabe me tratar :) 
Eu não lhe disse, mas ELE SABE! ;)
Não! Não vou voltar atrás! Mas que gostei...GOSTEI!!!


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Tô nem aí!



Até poderia falar do meu Natal, que foi fantástico... 
Até poderia falar que me sinto apaixonada pela vida...
Que me sinto meia atordoada com o meu estado de espírito... 
Que tenho tido uns ataques de pânico inexplicáveis...
Enfim... poderia falar de varias coisas que se tem passado comigo, mas não vou falar em nada disto!...

Véspera de Natal, 01.10h portanto dia 24 de Dezembro...Cheguei à pouco do trabalho...ando super atarefada com os preparativos do jantar de Natal... e eis que alguém se lembra de me enviar uma mensagem...
G-Preciso de te ver. Vamos?
B-Sabes que não podemos!
G-Não?!
B-Não me confundas!
G Hoje tenho de te ver
B-Deixaste bem claro qual era a tua posição,magoaste-me...não quero voltar ao mesmo...não volto a estar disponível para quando te apetecer...não posso nem quero! Tu escolheste, tu quiseste assim! Foste tu que me afastaste...não brinques comigo...
G-Eu sei, desculpa. Precisamos falar, sabes como gosto de ti e vou gostar sempre. Tu sabes isso!!! e não te vir hoje não fico bem.
B-Estou a sair do banho, não vou agora sair de casa...esquece! Mas tu estas bem? Passa alguma coisa contigo? A serio!
G-Apanho-te onde?
B-Não vou sair agora.
G-Vá la...pf...vamos
B-Não Gabriel, não vamos
G-Vamos pra um motel pra ficarmos mais a vontade. Anda amor
B-Não
G-Então desce só pra me dares um beijo, pode ser?

A Bruna está decidida :)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A (re)conhecer-me...ou a (re)descobrir-me



Chego a casa, vou para o duche...mais demorado do que o habitual, tento relaxar, sentir a agua a cair em mim, sentir a musica que sempre me acompanha...passo o gel lentamente sobre o corpo...é tarde! Estou cansada! Abraço-me e deixei de existir!

A noite não promete nada! Depois de muito tempo, preparo-me para sair com o pessoal. Não o meu pessoal, mas o que forçosamente faz parte da minha vida de hoje.
Jantar num restaurante que me é desconhecido. Gente que pouco conheço. Conversas paralelas. Um tanto de animo, talvez provocado pela bebida que já passa um pouco da conta. 
Objetivo?! Diversão! 
A noite está fria, mas é só a noite, porque os corpos, esses, transpiram calor, alegria e muita gargalhada.
Chegamos, a musica esta no auge, o som entranha-se nos meus batimentos cardíacos, deliro com esta sensação de liberdade, ninguém me pára, adoro dançar e a musica chama por mim à muito tempo. Ahhhh...sensação boa, agora estou como gosto de me ser. Deixo a musica possuir-me, sinto o calor do meu cigarro na boca, o copo gelado na mão...mas que raio, a bebida evapora com tanto calor, só pode ser isso!
Caminho até ao bar e peço mais uma vodka limão, amargo! Bom! Volto com precaução, já não me sinto em mim, já sou eu, EU como me gosto. Estou feliz! Volto ao meu grupo e percebo que estamos todos tão divertidos, somos um bom grupo, afinal até nos conhecemos...
Olhas fixamente para mim e sorris, sorrimos. Dançamos e bebemos.
Dizes algo no meu ouvido que não consigo perceber...e deixo-me levar nos teus braços, sinto as tuas mãos percorrerem o meu corpo e gosto. O meu corpo responde involuntariamente ao desejo que a musica provoca em mim. Páro, paramos e olhamo-nos, o som continua e seguimos o ritmo lento que nos invade. Sinto a tua respiração ofegante, sinto o teu peito no meu e o calor que o teu corpo me provoca. Sinto o desejo a apoderar-se de mim e retiro-me...Não quero estragos! Segues-me, fico entre ti e a parede...seduzes-me, sinto-me desarmada rendida e tu sabes, sentes o desejo reprimido ao longo deste tempo...conheces-me mais do que eu queria...envolves-me nos teus braços e sentes o meu corpo a pedir-te...dizes no meu ouvido... O GELO DERRETE?... 


Alguém me sabe explicar porque acordamos sempre na melhor parte do sonho?! 
Fiquei danada!!!
Será que o gelo derreteu?!


Não delires Bruna...Olha que o gelo perto do fogo...derrete!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Tu és grande Bruna!


...e perguntarem-me assim:
- Tu enrolaste-te com alguém Bruna?!
B- Sim, forte e feio!
- A serio?!
B- Muito a serio!
- E porquê?
B- Por vários motivos...
PORQUE BRINQUEI COM O FOGO E QUEIMEI-ME!!!


...e HOJE, depois de tanto tempo, ter uma chamada do GABRIEL no meu telemóvel, às 15.30!!!
Envio mensagem:
B- Ligaste, foi engano?
G- Queres ir tomar um café? 
B- Isso era o que eu queria, à muito tempo atrás...
G- Tenho saudades da minha menina
...
E SABEM O QUE FEZ A BRUNA???

ISSO MESMO!!!


domingo, 15 de novembro de 2015

Tão bom!



Às vezes pensamos que somos invisíveis, mas afinal, ainda há quem nos veja...
Hoje, inesperadamente, diz-me uma colega de trabalho:
-Bruna, anda fumar?
B-Agora?
-Sim, anda!
Estranho, aquele "anda fumar" soou-me a uma ordem... Fui. Até porque não sou de negar fogo, neste caso, fumo :)
-Que se passa Bruna, estas com algum problema, não estas?
B-Porque dizes isso?
-Não sei, posso estar enganada, mas acho que andas diferente. Andas, não andas?
B-É! Às vezes a vida prega-nos algumas partidas, neste caso, não foi a vida, foi a minha irmazinha...mais uma vez!... 
-Oh Bruna tu não mereces isso! 
E soube-me tão bem aquele abraço...
B-Também acho que não mereço...
Às vezes pensamos que somos invisíveis...