terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Não sejas romano



"

Em Braga, não sejas romano


Segundo dados do Eurobarómetro, Braga é a cidade mais feliz de Portugal e a terceira da Europa. O mesmo estudo refere que97% dos habitantes são felizes a viver na cidade.

Começo pelos 3% que não o são: este grupo é constituído por aquela malta que nunca está bem, que vai ao melhor restaurante, comer o melhor petisco sem ter que pagar e, no fim, ainda diz que “o restaurante é um bocado longe”. Começo pelo factor proximidade: em Braga, estamos perto de tudo. Do trabalho, do ginásio, do campo de futebol, da sala de espectáculos, do café ou do centro comercial.

Mas, quando a nossa pequenina cidade não pode satisfazer as nossas necessidades culturais e recreativas, estamos perto do Porto. Ou de Guimarães: neste ponto, devo alertar que nenhum bracarense admitirá (nem sob tortura) que Guimarães é fixe. Os bracarenses dizem sempre que vão a Guimarães de passagem, mas a verdade é que vão lá. E gostam.

Estamos, também, perto de Vigo. Este estudo poderia referir que 87,6% das despedidas de solteiro dos bracarenses terminam em Vigo. Se não sabes porquê, é melhor não saberes. E, no fundo, estamos perto de Lisboa. Um bracarense que queira dar uma volta em Lisboa demora três horitas a chegar lá. Ou seja, pouco mais do que um gajo de Almada demora a chegar a Lisboa, em hora de ponta.

Há outro tipo de proximidade que importa: entre as pessoas. Conhecemos sempre alguém que conhece alguém que conhece alguém que nos pode ajudar a resolver um problema. Às vezes, gera-se uma corrente com tantas ramificações que pode acontecer ligarem-te para saberem se conheces alguém que ajude a resolver… o teu problema.

O desenrascanço é outra das nossas características. Para nós, as regras não são limitações: são quebra-cabeças para resolver. Se a série do MacGyver fosse filmada em Braga, ninguém se lembrava do MacGyver, porque todas as personagens eram principais.

Universidade do Minho é um pólo de inovação tecnológica também por isso: quem vive em Braga aprende depressa a ser criativo. Se não aprender, passa a ser um "neca". E os "necas" são ostracizados na nossa cidade. A diversão é outro aspecto que valorizamos. A nossa diversão nocturna, por exemplo, tem boa oferta. E tem um extra: todos os espaços estão cheios de pessoas de Braga, o que potencia as probabilidades de regabofe.

As nossas festas fazem as do Berlusconi parecerem uma tarde de catequese. Por falar em catequese: somos muito tolerantes. Temos uma igreja em cada esquina, temos a Semana Santa, mas fomos capazes de produzir os Mão Morta e o Adolfo Luxúria Canibal, que é o mais próximo de anti-Cristo que este país tem.

Mais: comemos tripas e rojões, papas de sarrabulho, arroz de pato, cabrito e arroz “pica no chão” (é arroz com sangue de frango). Mas temos restaurantes vegetarianos. E não atiramos pedras a quem não come carne. Só gozamos com essas pessoas. Mas pouco. A nossa gastronomia não tem o mediatismo do pastel de Belém ou da francesinha do Porto, mas é a melhor do país. OK, concedo: os transmontanos estão ao nosso nível. Mas eles têm o trabalho de comprar os animais, engordá-los e matá-los. Nós só enfardamos.

A nossa cidade é segura. Claro que há assaltos, claro que há violência. Mas, em Braga, para seres assaltado, quase tens que pedir aos assaltantes. Isto, porque os nossos assaltantes são pessoas trabalhadoras, com outros negócios a gerir (todos eles ligados ao crime), pelo que é quase preciso agendar um assalto.

Nas grandes cidades, os assaltantes são calaceiros: só assaltam. Em Braga, até os criminosos são empreendedores. Connosco, podes aprender imenso. Dizem que há mais formas de abrir uma partida de xadrez do que partículas no universo. Em Braga, há mais formas de insultar uma pessoa do que aberturas de xadrez. Até porque nós não jogamos muito xadrez. Como as peças estão todas à vista, é difícil fazer batota. Por essa razão, e por podermos jogar em tascas, preferimos a sueca.

Alguns dos nossos insultos são imperceptíveis, até para falantes do Português. Não chamamos "bimbo" a ninguém. Aliás, nós insultamos quem diz "bimbo". Dizem que, um dia, um general romano disse, sobre os povos do noroeste peninsular, que nem se governam, nem se deixam governar. Somos uma espécie de aldeia do Ásterix. Sendo assim, em Braga, não sejas romano: sê como quiseres, porque nós sabemos receber quem nos visita. Só pedimos que não sejas "bégueiro". Se não sabes o que é, é melhor não saberes."

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Gente má!



Um dia uma amiga disse:
"A Bruna não faz amizades, nem fácil nem rapidamente"
Esta é uma grande verdade sobre mim! 

Carolina. Já falei sobre ela, uma colega de trabalho que de repente se aproximou de mim, sempre atenta, prestativa e muito atenciosa...num curto espaço de tempo já me chamava de amiga. 
Não me pareceu coerente aquela "amizade" sem alicerces...amizade? 
É verdade que ela é uma pessoa cativante, sempre alegre, sempre bem disposta, sempre pronta para  ajudar, amiga de toda a gente...e aí é que está...ninguém é assim tão amiga de todos...quem tem assim toda a gente como amiga, não pode ter amigos.

Aproxima-se de uma pessoa, sempre presente, chama-a de amiga, cativa, e parte para outra presa sem curtar definitivamente os laços com a anterior... 
Tem algo de estranho e misterioso que nunca me agradou.
Vou percebendo aos poucos o que esconde...
É má! Não tem opinião própria, é falsa...aquela pessoa que te abraça e te sorri, e se puder empurrar-te para o fundo do poço e fugir faz-lo!
Não faz intrigas directamente, mas vai espalhando a pólvora e observa de longe alguém acende-la...
Não discorda sobre nenhum assunto, mas critica por trás das pessoas...
Não sabe de nada, mas no final da conversa, afinal diz que já sabia...
Gosta de ajudar, mas se puder dificultar o trabalho dos outros...
Manda pedras e no final vem te limpar as feridas...

Consigo sentir nos seus olhos, raiva, inveja, maldade, um olhar falso e um sorriso cínico...
Não gosto de gente assim, não gosto que se aproximem de mim...
Não gosto de gente má! 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Tá tudo bem (quase sempre)



Dois anos e meio se passaram...de luta contra o meu pensamento, contra o sentimento, contra a tua imagem que teimava em não me dar sossego! Finalmente consegui! Consegui não te contactar, consegui não te responder às mensagens, consegui dizer-te NÃO e mais importante ainda...consegui não te deixar invadir o meu coração!
Guardei-te cuidadosamente com carinho num recanto de mim...ainda que te ouvisse ecoar, levantava o rosto e seguia em frente sem sequer pôr a hipótese de olhar para trás. 
Assunto resolvido!

"-Amanha vou embora"
Instantaneamente saltaste do recanto que te abrigava e levaste-me para todos os nossos bons momentos...Não pensei em nada, mas um medo invadiu-me, um medo terrível de perda...o medo de já não te ter ali à distancia de uma mensagem...que eu sabia que era o necessário para te ter AQUI, a distancia de uma mensagem que te faria ser MEU de novo.
"-Gostava de me despedir de ti"  (claro que sim, pensei, nunca me/te perdoaria se não o fizesse).
"-Só para nos despedirmos, pode ser?" "-Claro".

Sim, só para nos despedirmos. Estava tudo baralhado dentro de mim...as ideias, os pensamentos, os sentimentos e todas as nossas imagens, tudo misturado. "Amanha vou embora" Uma frase e tudo em mim se desmoronou. ( "amanha" amanha é daqui a poucos minutos...)

Claro que conversamos seriamente...tentamos mais uma vez perceber ISTO que é tão NOSSO, que por muito que a gente queira, parece que não tem fim, da mesma forma que não teve um começo.

(Oh puto giro, continuas igual, o mesmo puto giro de sempre. Nada mudou!)
Olhamo-nos, sorrimos, e o rosto dele aproximou-se do meu...lentamente, como que a pedir permissão para me tocar. Tão bom sentir de novo as nossas bocas unidas...
Cautelosa, afastei-me, não queria deitar tudo a perder, não podia voltar a sentir aquele desassossego...tinha que me manter fria e decidida.
Mas como resistir aquela boca quente que me saboreava cuidadosamente, como resistir aquelas mãos que percorriam o meu corpo como que a tentar guardar cada pedaço de mim, como resistir ao teu corpo que desesperadamente chamava pelo meu... Como resistir ao TEU querer, ao MEU querer... Como?!... Rendi-me a ti! E ali estávamos nós, de novo, de volta, com a mesma paixão, com a mesma loucura, com a mesma intensidade...

Não fizemos planos, nem previsões, nem juras ou promessas. Sentimos cada momento que permanecemos juntos!
"-Bruna, ainda não podemos estar juntos..."
"-Ainda? Mas quem disse que o objetivo seria esse?"
"-Tudo bem, só te vou dizer aquilo que sempre te disse: eu nunca te vou esquecer"

E partiu!
E chorei! 
Doeu!
Mas, tá tudo bem (quase sempre).








segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Em troca de mim


"O momento em que compreendes que procuras alguém com uma asa partida, porque só alguém igual a ti consegue compreender. E o momento em que compreendes que não precisas de procurar alguém igual a ti para cuidares debaixo da tua asa partida, mas sim alguém que cure a tua.
O teu caos cativou-me e prendeu-me a ti. Transformou o meu caos em serenidade ao teu lado.
Compreendes isso?
Pergunto-me se do teu lado seria igual... Se o meu caos conseguia adormecer os teus demónios.
Quero acreditar que sim mas sei que é o meu lado irracional a pensar por mim. Quis ter a capacidade de acalmar o teu caos, de ser essa pessoa para ti! Mas como se luta contra fantasmas?!
É o problema de precisar de um caos para acalmar o meu. Precisar de alguém com uma asa partida para proteger. Agora compreendo que o que preciso é de alguém que me acolha debaixo da sua asa e que me proteja a mim.
Por isso desisti... Aos poucos... De forma tão lenta que não consigo dizer a mim própria quando aconteceu.
Foi um dia.
Um desses dias em que nada acontece, um dia como tantos outros.
Aprendi que não tinha de abrir mão de ti porque...Nunca estiveste na minha mão! Apenas abri mão de um mundo que se criou em pequenos momentos. De memórias traiçoeiras que transformam um tudo, num mundo que na realidade não existe.
Por isso te dei de volta  o meu amor em troca da minha liberdade.
Libertei o meu sonho em troca do meu sorriso.
Devolvi o teu que havia em mim para ter espaço para o meu mundo... Aquele mundo que há muito não vivia!
Devolvi-te o meu tudo em troca de mim.
Porque eu preciso de mim!
Do meu mundo, onde a minha asa partida se irá curar e eu irei voar..."

In
"Um Belo Erro"

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Não consigo pensar em NADA!



Mensagem...Gabriel, outra vez!
O que é que se passa com ele, agora resolveu voltar? Agora?!!!


G-Vou embora amanha.
B-Vais embora?! Como assim?
G-Vou sair do país. 
G-Cansei disto tudo.
G-Estas em casa?
G-Gostava de me despedir de ti.
B-Fico triste que tenha de ser assim...
G-Eu também.
G-Posso te ver ou não?
B-Só pra nos despedirmos, pode ser?
G-Claro.


Pois era, não era?


A Bruna está TRISTE...




quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Tinha que dar um ar da sua graça, a terminar o ano...


Agora mesmo 02:28
O telemóvel deu sinal de mensagem. Só podia ser ele, pensei.

G-Bom Ano pra ti mulher que adoro mas não sei tratar
B-Pra ti também puto giro. Sabes que também te adoro, mas somos complicados...

Aiiii gente...tô carente sim! Achei tão giro  ele dizer que não sabe me tratar :) 
Eu não lhe disse, mas ELE SABE! ;)
Não! Não vou voltar atrás! Mas que gostei...GOSTEI!!!


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Tô nem aí!



Até poderia falar do meu Natal, que foi fantástico... 
Até poderia falar que me sinto apaixonada pela vida...
Que me sinto meia atordoada com o meu estado de espírito... 
Que tenho tido uns ataques de pânico inexplicáveis...
Enfim... poderia falar de varias coisas que se tem passado comigo, mas não vou falar em nada disto!...

Véspera de Natal, 01.10h portanto dia 24 de Dezembro...Cheguei à pouco do trabalho...ando super atarefada com os preparativos do jantar de Natal... e eis que alguém se lembra de me enviar uma mensagem...
G-Preciso de te ver. Vamos?
B-Sabes que não podemos!
G-Não?!
B-Não me confundas!
G Hoje tenho de te ver
B-Deixaste bem claro qual era a tua posição,magoaste-me...não quero voltar ao mesmo...não volto a estar disponível para quando te apetecer...não posso nem quero! Tu escolheste, tu quiseste assim! Foste tu que me afastaste...não brinques comigo...
G-Eu sei, desculpa. Precisamos falar, sabes como gosto de ti e vou gostar sempre. Tu sabes isso!!! e não te vir hoje não fico bem.
B-Estou a sair do banho, não vou agora sair de casa...esquece! Mas tu estas bem? Passa alguma coisa contigo? A serio!
G-Apanho-te onde?
B-Não vou sair agora.
G-Vá la...pf...vamos
B-Não Gabriel, não vamos
G-Vamos pra um motel pra ficarmos mais a vontade. Anda amor
B-Não
G-Então desce só pra me dares um beijo, pode ser?

A Bruna está decidida :)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A (re)conhecer-me...ou a (re)descobrir-me



Chego a casa, vou para o duche...mais demorado do que o habitual, tento relaxar, sentir a agua a cair em mim, sentir a musica que sempre me acompanha...passo o gel lentamente sobre o corpo...é tarde! Estou cansada! Abraço-me e deixei de existir!

A noite não promete nada! Depois de muito tempo, preparo-me para sair com o pessoal. Não o meu pessoal, mas o que forçosamente faz parte da minha vida de hoje.
Jantar num restaurante que me é desconhecido. Gente que pouco conheço. Conversas paralelas. Um tanto de animo, talvez provocado pela bebida que já passa um pouco da conta. 
Objetivo?! Diversão! 
A noite está fria, mas é só a noite, porque os corpos, esses, transpiram calor, alegria e muita gargalhada.
Chegamos, a musica esta no auge, o som entranha-se nos meus batimentos cardíacos, deliro com esta sensação de liberdade, ninguém me pára, adoro dançar e a musica chama por mim à muito tempo. Ahhhh...sensação boa, agora estou como gosto de me ser. Deixo a musica possuir-me, sinto o calor do meu cigarro na boca, o copo gelado na mão...mas que raio, a bebida evapora com tanto calor, só pode ser isso!
Caminho até ao bar e peço mais uma vodka limão, amargo! Bom! Volto com precaução, já não me sinto em mim, já sou eu, EU como me gosto. Estou feliz! Volto ao meu grupo e percebo que estamos todos tão divertidos, somos um bom grupo, afinal até nos conhecemos...
Olhas fixamente para mim e sorris, sorrimos. Dançamos e bebemos.
Dizes algo no meu ouvido que não consigo perceber...e deixo-me levar nos teus braços, sinto as tuas mãos percorrerem o meu corpo e gosto. O meu corpo responde involuntariamente ao desejo que a musica provoca em mim. Páro, paramos e olhamo-nos, o som continua e seguimos o ritmo lento que nos invade. Sinto a tua respiração ofegante, sinto o teu peito no meu e o calor que o teu corpo me provoca. Sinto o desejo a apoderar-se de mim e retiro-me...Não quero estragos! Segues-me, fico entre ti e a parede...seduzes-me, sinto-me desarmada rendida e tu sabes, sentes o desejo reprimido ao longo deste tempo...conheces-me mais do que eu queria...envolves-me nos teus braços e sentes o meu corpo a pedir-te...dizes no meu ouvido... O GELO DERRETE?... 


Alguém me sabe explicar porque acordamos sempre na melhor parte do sonho?! 
Fiquei danada!!!
Será que o gelo derreteu?!


Não delires Bruna...Olha que o gelo perto do fogo...derrete!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Tu és grande Bruna!


...e perguntarem-me assim:
- Tu enrolaste-te com alguém Bruna?!
B- Sim, forte e feio!
- A serio?!
B- Muito a serio!
- E porquê?
B- Por vários motivos...
PORQUE BRINQUEI COM O FOGO E QUEIMEI-ME!!!


...e HOJE, depois de tanto tempo, ter uma chamada do GABRIEL no meu telemóvel, às 15.30!!!
Envio mensagem:
B- Ligaste, foi engano?
G- Queres ir tomar um café? 
B- Isso era o que eu queria, à muito tempo atrás...
G- Tenho saudades da minha menina
...
E SABEM O QUE FEZ A BRUNA???

ISSO MESMO!!!


domingo, 15 de novembro de 2015

Tão bom!



Às vezes pensamos que somos invisíveis, mas afinal, ainda há quem nos veja...
Hoje, inesperadamente, diz-me uma colega de trabalho:
-Bruna, anda fumar?
B-Agora?
-Sim, anda!
Estranho, aquele "anda fumar" soou-me a uma ordem... Fui. Até porque não sou de negar fogo, neste caso, fumo :)
-Que se passa Bruna, estas com algum problema, não estas?
B-Porque dizes isso?
-Não sei, posso estar enganada, mas acho que andas diferente. Andas, não andas?
B-É! Às vezes a vida prega-nos algumas partidas, neste caso, não foi a vida, foi a minha irmazinha...mais uma vez!... 
-Oh Bruna tu não mereces isso! 
E soube-me tão bem aquele abraço...
B-Também acho que não mereço...
Às vezes pensamos que somos invisíveis...


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Tão meiga a Ritinha


Já o disse, sou complicada, tenho uma cabeça complicada. Penso demasiado... gosto do incomum... seduz-me o diferente... adoro tudo o que é novidade... sou curiosa... gosto de entender as coisas misteriosas... preciso de respostas...
Gosto de pessoas, do sabor doce das palavras, do aroma que me desperta os sentidos mais obscuros, do toque da pele quente e macia. 
Gosto de me superar, de ultrapassar os meus medos, de conhecer os meus limites. Excita-me o facto de constatar que não tenho limites. Gosto de me conhecer e saber que posso sempre mais. Fascina-me o desconhecido. Gosto de sentir a adrenalina, de sentir o perigo...
Gosto de não me ter deixado formatar. Gosto da forma como trato o ser humano na sua forma mais primitiva, mais pura, mais simples. 
Gosto desta minha liberdade de pensamento e de entender que todo o ser humano deve ser livre e feliz. Aceito e respeito qualquer opinião. Não tenho qualquer tipo de preconceito. 

Todos somos diferentes (pena que sejamos formatados ao longo de toda a nossa vida). Somos formatados para estudar, ter uma profissão, casar, ter filhos, tratar do lar, e viver em família ate que a morte separe... Somos formatados pela família, pela sociedade, pela religião, por um partido político...Tudo uma grande treta! Somos robotizados e nem percebemos. 


Chama se Rita, Ritinha como todos lhe chamam, doce, meiga, alegre, prestável, muito querida entre os colegas de trabalho. Descubro-lhe uma revolta camuflada e deixa escapar um olhar misterioso. Gosto dela (todos gostam), observo-a, algo nela me desperta curiosidade. Acho-a diferente e isso agrada-me. Gosto da maturidade dos seus 22 anos. Gosto da sua independência, da forma livre de como se exprime, da sua mente liberta de maldade, da pureza do seu coração. Gosto da sua essência bonita. Gosto da fragilidade do seu olhar. Gosto desta miúda, que é muito senhora de si, muito segura em tudo o que faz. Gosto da sua determinação. Tento conhece-la um pouco mais... 
Gosta de tatuagens, tem algumas, lindas, todas elas com algum significado... Gosta de piercings, tem alguns... Gosta de musica... por vezes sinto-a triste quando canta. Gosto da sua sensibilidade, do carinho com que trata as pessoas. Gosto do seu ar de menina-mulher. Gosto da força que lhe sai do olhar. Vejo-a chorar discretamente num canto. Sinto-a sufocar... A Ritinha é uma miúda fofinha, alegre, gosta de rir... passa o tempo a assobiar sempre animada e bem disposta. A Ritinha, a nossa Ritinha é uma miúda feliz!  
E todo este tempo, esta meia dúzia de anos em que vou observando a Ritinha, sinto, desconfio, quase que arrisco a dizer que a Ritinha...
Não, não gosto, nem devo tirar conclusões de algo que não sei, ok, quase que tenho certeza, mas também, isso não é importante... não vai mudar em nada a admiração e o carinho que tenho por ela. Óbvio, que esse pensamento é arrumado em mim, guardado numa gaveta. Gosto da miúda pela pessoa que é, só isso!

A Ritinha entra na sala, onde estou com mais duas colegas, com o seu ar jovial e alegre. Brinca connosco, diz duas piadas e rimos todas numa animação contagiante. De seguida surge o seguinte dialogo: 
Natércia- Oh Rita já esta terminada a tatuagem que tens na barriga?
Rita- Ainda não (responde ao mesmo tempo que a mostra)
Paulina- É enorme. Quanto já gastaste aí?
Continuo a trabalhar, já conheço tão bem a tatuagem...é linda, fantástica!
A Ritinha responde e vai-se distanciando, prestes a sair da sala.
Natércia- Quando engravidares é que vai ficar grande!!!
Rita- Eu não quero engravidar.
Paulina- A Ritinha não gosta de homens, gosta de pitas. (e dá uma gargalhada desconcertante) 
Eu? Congelei! Agradeci por estar de costas voltadas para a Rita e não ver a cara dela. Neste momento a Rita já estava do lado de fora da sala e acompanhada pela gargalhada da Paulina.
Minutos depois, diz-me a Ritinha:
Rita- A Paulina ficou parva. Esta noite até vai sonhar comigo.
Bruna- É? Porque? (ok, fiz-me de desentendida, queria que ela mo dissesse...)
Rita- Não ouviste o que ela me disse à pouco?!
Bruna- Ouvi...
Rita- Então, ela queria saber, e eu respondi-lhe.
Bruna- E respondeste lhe o quê?
Rita- A verdade! Agora já sabe.

É, agora já sabe, agora já sei o que sempre soube.
Gosto da Ritinha, agora gosto mais ainda da Ritinha. A miúda frágil e doce tem uma grande coragem... A nossa Ritinha é a mesma Ritinha de sempre, agora mais feliz, mais leve e mais livre...

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Acho que cansei


G - Ola
B - Ola
G - Tenho saudades de ti mulher
B - (não respondi, fiquei a olhar para a mensagem...)
G - Onde estas?
B - (não respondo, continuo a olhar para as mensagens...)

O telemóvel toca (chamada do Gabriel) desligo.
Volta a tocar (não atendo).

Segue a mensagem:
B - As nossas saudades andam desencontradas. Lembra-te de nós com carinho.


*Eu avisei que cansava


domingo, 9 de agosto de 2015

E estamos assim


Eu e os meus impulsos...
É só pensar nele e pimba, já foi a mensagem...

B - " Oh puto giro, por onde andas?
G - " Dava-te um beijo menina"

Pronto, derreteu-me o coração...
Respondo... e apago a mensagem.
Não Bruna, (sossega a passarinha) chega. Não mexas mais que está bom assim. Fica-te com esse sorriso e saboreia esse desejo que vai ficar por isso mesmo. Desejo.


domingo, 2 de agosto de 2015

O tempo está a trazer


Verdade que às vezes ainda me lembro, verdade que às vezes ainda sinto saudades, vontade, desejo...ou o querer sentir novamente o friozinho e as borboletas na barriga.
Verdade que nos dois últimos meses temos trocado algumas mensagens, verdade que já lhe confessei que sinto saudades. Verdade que ele já me desafiou para estar com ele.......VERDADE que recusei!

Hoje estive a rever as nossas mensagens, e pensei: "preciso apagar todas estas mensagens e esquecer de vez" hoje pensei seriamente em apagar as mensagens que guardo religiosamente(e eu não sou nada religiosa).
Hoje de noite, bem noite, recebi uma mensagem a perguntar se eu queria sair, hoje de noite, bem noite, depois de uma mensagem inesperada, recebi outra mensagem(no minuto seguinte) a perguntar se eu não queria sair.
Hoje de noite, recebi a primeira mensagem, li, atirei com o telemóvel para cima da cama e pensei:"não, não quero sair, nem sei para que mandou a mensagem...".
Hoje de noite, recebi a segunda mensagem e pensei: "mas é que nem te vou responder..."
E o telemóvel tocou...aquela musica fantástica...sim, é essa musica que tenho agora como aviso de chamada no meu telemóvel. Não atendi!

Hoje sinto-me orgulhosa de mim, hoje, e pela segunda vez, recusei-me a estar com o Gabriel. Hoje não me apeteceu! Se o esqueci? Ainda não  sei responder...

À dois anos que não estou com ele. Aliás, estivemos juntos à um ano atrás, assim por dois minutos, o tempo de trocarmos algumas palavras...



sábado, 11 de julho de 2015

É que não sei mesmo

Abril (dia do meu aniversário)


sms

G- Parabéns linda...
B- Obrigada, lindo...

(A mensagem do ano passado dizia "Parabéns amor")

Que raiva me deu. Mandou a mensagem para quê? A sério... preferia que não tivesse dito nada... linda?grrrrrr... estúpido... só para me mostrar que se lembrou... obrigadinha, mas não era necessário...


sábado, 4 de julho de 2015

Apenas - gosto de ti...


31 Dezembro 2014

Sms

G - " Antes que o ano termine, quero dizer que gosto de ti..."

Assim, sem mais nem menos. Depois de tantos meses de silencio.

B - " Um Bom Ano..."

Assim, para terminar.

Juro que não entendo.